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A Valentino escolheu a Escadaria de Espanha de Roma como cenário para a sua coleção de alta-costura Outono 2022.

“Esta é uma coleção profundamente pessoal, porque é toda sobre a história da Valentino“, declarou Pierpaolo Piccioli. Valentino Garavani fundou sua Maison em 1959 e seu primeiro atelier fica na Via Gregoriana, que fica no topo da Escadaria Espanhola. “Eu estava considerando o quanto de mim está em Valentino e quanto de Valentino está em mim”.

De acordo com Piccioli, a coleção de alta-costura Outono 2022 The Beginning seria “uma conversa ideal com o léxico da casa, que eu queria fazer de maneira mais consciente. E eu sei que falar sobre começos soa paradoxal. Mas é assim que me sinto, porque todo começo traz a ideia de uma promessa e do futuro”. Isso também tem tudo a ver com alta-costura, “porque a alta-costura é um recomeço contínuo, pois é preciso recomeçar sempre, sem padrões ou mapas pré-determinados. O mesmo design pode ser interpretado de maneiras completamente diferentes seis meses ou seis anos depois de ter sido criado. O que faz a diferença são as pessoas que o usam, a abordagem humana – e essa é a história que gosto de contar”, completou.

O local lembrou o costureiro de quando assistia à Donna Sotto Le Stelle (“Mulher sob as estrelas”), evento organizado pela Câmara Nacional de Moda Italiana que encerrava a semana de moda e acontecia na Escadaria Espanhola na Piazza di Spagna, em Roma, e que aconteceu entre 1986 e 2003, transmitindo na TV coleções de designers italianos. “Ainda me lembro muito bem da sensação de estar na periferia de um evento tão inspirador”, comentou. Assim, foram convidados 120 alunos das escolas de moda de Roma para assistir ao desfile. “Eu queria que eles sentassem e assistissem ao show, e não fossem deixados de fora”.

Piccioli sempre faz belíssimas combinações de cores e dessa vez não poderia ter sido diferente. Ao contrário da coleção de Outono 2022 que veio apenas em pink e preto, a de alta-costura era super colorida.

Flores de tafetá 3D enfeitavam e formavam vestidos e jaquetas e embelezavam a lapela de casacos eram uma referência ao vestido Fiesta que Valentino fez para a sua primeira coleção em 1959.

Havia estampas de mosaicos romanos e estética art déco da Secessão de Viena de 1930. Além disso, havia muita leveza com babados, plumas, penas, renda, tule e organza.

A alta-costura masculina teve o mesmo cuidado com casacos e trench coats com penas de organza que tinham efeito de pele, fitas pretas e brancas como estrutura de sobretudo e uma peça cravejada de micropaletes quadrados cortados à mão.

Os chapéus foram criados por Philip Treacy.

O desfile foi um dos mais inclusivos da alta-costura com modelos de várias etnias, idades e tamanhos corporais. “Há uma oportunidade de oferecer um palco tão importante com uma representação tão passiva e diversificada em um monumento icônico, que oficializa a inclusão. A localização dá dignidade e centralidade ao que é periférico e se torna institucional. A beleza vem da harmonia. Não é uma ditadura estética, e não obedece a regras pré-determinadas e fixas”, disse Piccioli.

Confira a seleção de looks:

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Bacharela em Direito e apaixonada por moda. Criadora do Passarelando. Escrevo sobre moda, história e arte, além de tendências, dicas, looks de Tapete Vermelho, inspirações para looks do dia e o melhor das Semanas de Moda Nacionais e Internacionais.