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Nicolas Ghesquière transformou suas modelos em deusas na coleção Resort 2023 da Louis Vuitton.

 “Acho que todos passamos por muita coisa nos últimos dois anos. Acho que estamos em um momento em que há muitas possibilidades. Então, acho que estou fazendo minha parte nisso. Eu me sinto muito livre”, declarou Ghesquière.

O desfile aconteceu no Salk Institute, projetado por Louis Kahn nos anos 1960 em La Jolla, em San Diego, onde acontecem pesquisas biológicas nas áreas de neurociência, genética, imunologia, biologia vegetal e muito mais. “Tive a honra de visitar o porão; é como um refúgio saído direto da ficção científica! Além do local muito impressionante, este lugar tem um enorme significado para o futuro da humanidade” disse.

Para o projeto, Kahn usou concreto “pozolânico”, técnica trazida dos antigos romanos, que consiste na mistura de agregado de pedra-pomes vulcânica e cimento confere ao concreto resistência à água, além de um tom quente e rosado, que muda com a luz do sol ao longo do dia.

O “Rio da Vida”, fonte de água que flui entre os dois prédios, representa o fluxo de descobertas que se derramam no corpo maior de conhecimento, o oceano. Esse pátio foi projetado pelo arquiteto mexicano Luis Barragán, que o chamou de “uma fachada no céu”. Durante os equinócios de primavera e outono, o sol se põe ao longo do eixo.

Foto: J. Paul Getty Trust.

Os tecidos metálicos e enfeites que pareciam espelhos refletiam o sol. “Eu queria que as roupas fossem como reflexos, um ponto de contato entre a luz e as pessoas”, falou o estilista sobre o sol, que foi convidado de honra do show de Resort 2023 da Louis Vuitton.

Vestidos feitos de jacquard foram os primeiros looks, que o diretor criativo comparou com lava derretida.

Havia um pouco de aerodinamismo e armaduras nas formas dos tops, que foram combinados com peças mais fluidas e arreios de couro.

Os looks de couro estampado tiveram influência dos esportes aquáticos. Influências esportivas também estavam nos tênis e nas botas de surf, nas jaquetas bomber e nas calças metálicas.

Além disso, em algumas produções, as bolsas foram substituídas por skates com monogramas.

Havia estampas gráficas que foram criadas a partir de imagens do edifício do Instituto usando uma câmera térmica.

Para o fim, vieram jaquetas enormes com golas esculpidas que pareciam armaduras… como de outro planeta.

Confira os looks:

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Bacharela em Direito e apaixonada por moda. Criadora do Passarelando. Escrevo sobre moda, história e arte, além de tendências, dicas, looks de Tapete Vermelho, inspirações para looks do dia e o melhor das Semanas de Moda Nacionais e Internacionais.