Máscaras misteriosas, agressivas e, até mesmo, assustadoras tomaram conta do desfile da Gucci

“As máscaras nos mostram e nos disfarçam ao mesmo tempo. Nós enchemos as vestimentas com o que somos, como máscaras”, contou Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci

Os colares dos séculos XVI e XVII foram a inspiração para os spikes das máscaras, golas e suspensórios.

Houve um recente caso de blackface por um suéter balaclava da Gucci com uma boca recortada e lábios vermelhos, que foi retirado das lojas. “Isso deve ser usado para criar algo novo; isso nos ajudará a fazer as coisas de uma maneira diferente”, disse Michele. Diante disso, a Gucci anunciou iniciativas para incorporar a consciência cultural e diversidade na empresa, incluindo bolsas de estudo para estudantes. 

Michele trouxe a sobriedade da geração de 1940, com blazers de ombros fortes, cinturas marcadas e calças com elástico no tornozelo, que foram usados por homens e mulheres. 

Há estampas floral e animal, cristais e matelassados. 

Colares de Pierrot pareciam a inocência da infância. 

Havia símbolos católicos como grandes crucifixos incrustados de joias. 

Mulheres de sapatos de salto ou plataformas desfilaram com seus tênis Gucci nas mãos. Aos tênis, Michele deu o nome de “trocadores de jogo”, por liberarem as mulheres dos saltos. 

Na mesma onda das máscaras, havia orelhas douradas, sendo que algumas chegavam a cobrir um dos olhos, inspiradas em “Fashion Fiction #1”, uma orelha de ouro 24 quilates do artista Eduardo Costa, usada por Maria Berenson para uma edição da Vogue de 1968. 

Confira a seleção de looks:

 

Fontes: Vogue e Vogue Runway.