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Maria Grazia Chiuri quis homenagear a tecelagem e o bordado na coleção de alta-costura Outono 2021 da Dior.

Para o primeiro desfile de alta-costura da Dior em mais de um ano de fashion films, Maria Grazia Chiuri trouxe o tato, preocupando-se com o toque do tecido na pele. “O que você vê no cinema e nos desfiles são duas histórias diferentes. Podemos transmitir emoções através do filme, mas é muito difícil explicar o artesanato, o bordado, o material”, declarou a diretora criativa.

Ela teve como ponto de partida o livro Threads of Life da artista Clare Hunter para criar essa coleção da Dior de alta-costura Outono 2021, trazendo o valor indispensável da tecelagem e do bordado, principalmente para o mundo pós-pandêmico.

Papel que a alta-costura desempenha na reconstrução da economia pós-pandemia, assim como Christian Dior fez com o consumo no período pós-guerra na década de 1950. “Eu acho que para as pessoas que trabalhavam ao redor das mesas em nossos ateliês novamente, havia um tipo diferente e incrível de energia trabalhando para esse show”, disse Chiuri.

Outra inspiração foi a coleção da Dior de 1963 por Marc Bohan com jaquetas e saias de tweed com cachecóis e chapéus. Chiuri trouxe releituras, feitos totalmente de tweed, buscando textura. O tecido foi feito à mão e a maioria das composições tinham cara de ready-to-wear.

A intenção de Chiuri foi trazer a alta-costura para o dia-a-dia. “Por um ano e meio, não tivemos muitos tapetes vermelhos e as pessoas tiveram que esperar para seus casamentos, então há menos demanda por vestidos de noite e mais demanda por jaquetas e casacos”, disse. Inclusive, as releituras que aparecem aqui da bar jacket, um dos maiores clássicos da Dior, foram criados em teares.

Por outro lado, ainda havia vestidos leves e trabalhados de chiffon. Alguns dos vestidos vieram pregueados, com ondulações, trançados à mão com fios de seda e semitransparentes em cores como azul e nude. O corpete foi substituído por tranças e plissados. “É o tipo de trabalho que você só pode fazer no corpo dos clientes. Seria muito difícil realizar em prét-a-porter”, explicou.

Para encerar o desfile, um vestido de noiva transparente verde, bem no estilo ninfa, bordado com penas cintilantes.

Conforto para os pés com botas ou chinelos de malha trançada.

Os murais que serviram de fundo para o desfile, foram paisagens desenhados pela artista Eva Jospin, inspiradas nas paredes da Sala dos Bordados de inspiração indiana no Palazzo Colonna. Os bordados levaram três meses para serem finalizados e foram executados por mais de trezentos artesãs da Escola de Artesanato Chanakya na Índia, que ajuda a preservar o artesanato tradicional.

Confira a seleção de looks:

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Bacharela em Direito e apaixonada por moda. Criadora do Passarelando. Escrevo sobre moda, história e arte, além de tendências, dicas, looks de Tapete Vermelho, inspirações para looks do dia e o melhor das Semanas de Moda Nacionais e Internacionais.