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O conceito para a coleção de Outono 2020 de alta-costura da Dior mostrada online foi o Théâtre de la Mode.

Maria Grazia Chiuri contratou seu amigo cineasta Matteo Garrone para criar um pequeno filme surrealista intitulado Le Mythe Dior. O conceito de filme, como trabalho de arte e plataforma artística, sempre me cativou. Muitas vezes, pensei em experimentá-lo no intuito de reproduzir a atmosfera única da alta-costura. O cinema é uma arte ao mesmo tempo criativa e artesanal, uma obra autoral e coletiva. É muito parecido com o savoir-faire da moda”, explica Maria Grazia Chiuri.

No filme Le Mythe Dior, há um baú, simbolizando o endereço icônico: Avenue Montaigne, 30. O baú é carregado em um bosque de conto de fadas por gêmeos em uniforme. Ninfas, sereias, uma estátua que ganha vida escolhem as roupas e os gêmeos medem os corpos das criaturas. No Ateliê, o trabalho continua com tecidos preciosos e costura das roupas de alta-costura que as criaturas mitológicas vestirão.

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, uma época com pouco material, os designers de Paris criaram roupas para bonecas com um terço do tamanho. Vestidos e alfaiates em miniatura de 60 costureiros franceses e seus 237 manequins foram exibidos no Pavillon Marsan, atual Musée dês Arts Décoratifs de Paris. A exposição foi um sucesso em turnê pelo mundo em 1946, difundiu o savoir-faire da alta-costura francesa e arrecadou fundos para os sobreviventes da guerra no processo.

Assim como no Théâtre de la Mode, os looks de alta-costura foram reduzidos.

Essa homenagem serviu como demonstração de esperança e paixão num período de renovação, pós-guerra, durante o qual Christian Dior fundou sua Maison de alta-costura, em 1946, na Avenue Montaigne, nº30.

Chiuri relatou que essa tarefa trouxe muita alegria à sua equipe e aos funcionários do estúdio da Dior. “O projeto foi muito positivo. Vendo o primeiro protótipo, havia um forte espírito de comunidade”, declarou Chiuri.

As musas dessa coleção são as artistas surrealistas Lee Miller, Dorothea Tanning, Leonora Carrington, Dora Maar e Jacqueline Lamba, mulheres do século XX, que são frequentemente lembradas por sua beleza e por seus companheiros famosos, mas que foram importantes artistas. Em homenagem à Lee Miller, Maria Grazia Chiuri trouxe seu estilo atemporal, combinando roupas sociais de alta-costura. As pinturas de Dorothea Tanning marcaram as criações de alta-costura com tons luminosos e criações imaginativas. A arte poética de Leonora Carrington está no centro das inspirações dessa coleção. A relação de Dora Maar com o pintor Pablo Picasso, inspirou a artista a pintar também, pena que seu relacionamento tenha ofuscado seu trabalho. A reinterpretação de Jacqueline Lamba de duas cartas do tarô, inspiraram os motivos apliques.

Vestidos em tule bordado, chiffon plissado (aqueles bem dignos de deusa grega), seda, capas, renda super trabalhada, são verdadeiros looks de contos de fadas, além de reinterpretações da jaqueta Bar.

Confira a seleção de looks:

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