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A coleção Resort 2020 da Christian Dior foi sobre colaborações com vários especialistas. “A coisa real para mim não era falar apenas sobre artesanato de todo o mundo, mas dar a volta ao mundo e ver os códigos da Dior de diferentes pontos de vista”, disse a diretora criativa Maria Grazia Chiuri

A ligação da Christian Dior com Marrakech não é recente. Em 1951, Dior criou o Maroc, um vestido de tule branco e casaco bordados de prata inspirados nas cores brancas da cidade. O estilista John Galliano, que esteve à frente da Dior entre 1997 e 2011, criou várias coleções com influência marroquina.  Já Yves Saint Laurent, ex-designer da Dior, considerava Marrakech sua segunda casa.

Maria Grazia Chiuri trabalhou ao lado da antropóloga Anne Grossfilley, que a apresentou à fábrica, na Costa do Marfim, de cera especializada, bem como à técnica de impressão feita à mão que forma os padrões. “O ponto de vista de Maria Grazia era promover têxteis de origem africana, cem por cento, mas não fazer “um estilo africano”. Esta coleção pode ser usada por qualquer pessoa porque é sobre a conexão entre todos os continentes do mundo”, disse Grossfilley

A estilista foi ao ateliê Unimax, na Costa do Marfim, com toiles de jouy de temporadas passadas com paisagens, flora e fauna e motivos de tarô e pediu para que projetassem suas verões dessas estampas. 

Desse pedido surgiram leões, criaturas mitológicas, aves e referências aos números e palavras associados ao tarô. 

Uma associação de têxteis e cerâmica de mulheres marroquinas chamada Sumano colaborou para a cenografia do desfile com cerâmica e tecidos locais tradicionais. Além disso, as artesãs desenvolveram o primeiro look desfilado. 

A americana Michalene Thomas e a designer jamaicana-britânica Grace Wales Bonner forneceram sua interpretação ao New Look de 1947. Enquanto Thomas apresentou um paletó bordado nas costas, Bonner trouxe alfaiataria com bordados de ráfia. 

Pathé’O, designer da Costa do Marfim, conhecido por fazer camisas de Nelson Mandela, desenhou um look que mostra o rosto do falecido líder nas costas. 

Stephen Jones colaborou com Martine Henry, uma chapeleira gana-britânica, e Daniella Osemadewa em turbantes e peças pan-africanas. 

Confira a seleção de looks: 

 

Fontes: Vogue, British Vogue, WWD e NowFashion.