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Maria Grazia Chiuri se uniu à Judy Chicago, artista feminista norte-americana, para a coleção de alta-costura Primavera 2020 da Christian Dior.

Chiuri trabalhou com a ideia de Chicago da década de 70 de adoração de deusas e a luta de artistas para encontrar seus meios de expressão num sistema patriarcal de exclusão feminina. “A relação entre criatividade e feminilidade realmente me tocou, porque eu vivo isso de uma maneira pessoal. Quando Judy falou sobre essa ideia de deusas, minha mente voltou imediatamente às minhas lembranças das estátuas de Roma, de Botticelli”, declarou Chiuri.

Chiuri pensou em peplos do vestuário romano clássico. “É algo que você realmente veste e amarra, que define com seu corpo, que cuida de você.  Portanto, é muito alta-costura, porque na alta-costura não começamos com um padrão – vestimos um manequim, vestimos nossos clientes”, disse. “Mas eu não queria apenas fazer isso em vestidos; apliquei-o também às alfaiatarias e saias, porque quero falar sobre a herança da casa.”

Assim, o desfile foi repleto de deusas. Deusas da Dior. Elas usavam sandálias romanas douradas e vestidos de seda fluidos com franjas, que lembra liberdade, que as mulheres devem ser livres para viver e criar como quiserem. Tecido drapeado, plissado e torcido em chiffon e torções de lamé dourado, detalhes dos vestidos de deusa também na alfaiataria.

O dourado dominou os primeiros looks e, depois, vieram cores como ametista, verde escuro e azul claro.

Para o final, um vestido totalmente bordado com uma lua, símbolo antigo da fecundidade feminina.

No cenário do desfile havia perguntas de Chicago. “E se as mulheres governassem o mundo?” estava em destaque.

Confira a seleção de looks: