A Primavera 2023 de Alexander McQueen

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Fora do calendário oficial das Semanas de Moda, a Alexander McQueen resolveu apresentar sua coleção de Primavera 2023 numa cúpula de vidro nos terrenos do Old Royal Naval College em Greenwich.

A cúpula foi a mesma usada no último desfile de Primavera 2022. “Queríamos estar em um espaço que fosse completamente reutilizável. Ele foi armazenado e nós o reutilizamos”, explicou Sarah Burton, diretora criativa da Alexander McQueen, dizendo, ainda, que 95% dos tecidos usados na coleção de Primavera 2023 eram sustentáveis.

“Esta coleção é sobre a busca por humanidade e conexão humana. O olho é um símbolo dessa humanidade, um registro de emoção, uma expressão de singularidade. Nossas roupas são projetadas para empedrar. Elas são despojadas, dissecadas e focadas no corte, drapeado e silhueta”, diziam as notas do programa.

“É meio que ver as coisas de novo. Não andando com os olhos fechados, os olhos baixos. Apenas vendo um ao outro, reconhecendo a humanidade um do outro. Cuidando um do outro”, declarou Burton sobre a necessidade de conectividade.

A estampa de olho surgiu a partir da exposição Moving to Mars do Design Museum, que aconteceu pouco antes da pandemia. “No final, havia uma foto da Terra, e era a coisa mais linda. Isso fez você pensar que, na verdade, temos tudo, se todos apenas abrirem os olhos e os usarem para ver o que é bonito neste mundo em que vivemos”, falou a estilista. A estampa veio como símbolo de consciência em ternos, vestidos e body. “É realmente sobre como encontrar a humanidade nestes tempos muito difíceis em que vivemos. É isso que o olho representa. É o símbolo mais único da humanidade”.

A designer também revisitou as pinturas surreais e coloridas de Jardim das Delícias Terrenas de Hieronymus Bosch. “Quando você olha para esses trípticos e essas pinturas, eles são tão bonitos. Mas quando você olha bem de perto, há uma narrativa muito sombria. A estanha justaposição da humanidade se comportando de uma maneira e a natureza se comportando de outra. Parece que estamos em outra idade das trevas. É algo que sempre olhamos para McQueen: vida, destruição, beleza”.

Dentre as peças, vieram alfaiataria sob medida e desconstruída com recortes, blazer cortado com pontas e o retorno das calças “bumsters”, de cintura extremamente baixa, que apareceram em 1994 numa coleção de McQueen. Isso, para Burton, foi uma forma de empoderamento. “Como você veste uma mulher para empoderá-la nos tempos em que vivemos? Como você brinca com as proporções do corpo? Como você revela as coisas sem que seja completamente evidente? Como você faz isso sutilmente? É sempre sobre uma mulher se vestindo para uma mulher. Não é um olhar masculino”.

Havia macacões de segunda pele, vestidos de malha com tiras em camadas, vestidos com tule, cintura marcada, jaquetas de couro e saias assimétricas e jeans.

Além disso, apareceram tops elásticos com tiras por baixo de vestidos e body de malha.

Confira a seleção de looks:

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Bacharela em Direito e apaixonada por moda. Criadora do Passarelando. Escrevo sobre moda, história e arte, além de tendências, dicas, looks de Tapete Vermelho, inspirações para looks do dia e o melhor das Semanas de Moda Nacionais e Internacionais.

Autor: Lívia Corazza

Bacharela em Direito e apaixonada por moda. Criadora do Passarelando. Escrevo sobre moda, história e arte, além de tendências, dicas, looks de Tapete Vermelho, inspirações para looks do dia e o melhor das Semanas de Moda Nacionais e Internacionais.