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Ao invés de trazer um tema concreto para a Primavera 2020 da Alexander McQueen, Sarah Burton resolveu celebrar a individualidade de cada look.

 

A trilha sonora do desfile ficou por conta de Isobel Waller-Bridge, que foi tocada por uma Orquestra e intercalada com o som das ondas batendo contra a telha.

Sarah Burton reciclou rendas, organza e tule de temporadas anteriores, além de ter reinventado padrões de sua própria história e da de Alexander McQueen

Ali estavam silhuetas estilo georgiano, vitoriano e moderno, com renda e construções de couro, além de vestidos bordados. 

Desenhos dos alunos da Central Saint Martins, que haviam participado de uma série de aulas de desenho na flagship da Alexander McQueen em Londres, viraram estampas de vestidos. Todos os alunos foram creditados nas notas do programa. 

Toda a equipe da Alexander McQueen – não apenas o estúdio, mas também o departamento de RH – bordou completamente à mão esses desenhos em vestidos mostrados na passarela. 

Sarah Burton e sua equipe foram até a Irlanda do Norte, onde encontraram inspiração nas técnicas irlandesas de bordados e roupas de cama e descobriram uma fábrica de 300 anos que seria a última a usar a técnica “beetling”. Normalmente usado como gaze em camadas na alfaiataria, o linho “beetling” passa por um longo processo de martelamento com amido de batata, proporcionando um acabamento brilhante. Esse tecido deu vida aos primeiros looks do desfile. 

Além disso,  Burton se inspirou em flores que estão ameaçadas de extinção, trabalhando-as em bordados e rendas. Chamam a atenção dois mini vestidos, um rosa coral e outro azul, que pareciam dálias abertas. 

Aqui, como em seu Outono 2019, Burton cortou a alfaiataria em sharkskin mohair britânica, uma lã penteada no norte da Inglaterra, reaproveitado, consciente e artesanal. 

Confira a seleção de looks: