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Para a coleção Resort 2021 da Dior, Maria Grazia Chiuri resolveu reconectar sua paixão criativa à região de Puglia, na Itália.

“Neste período em particular, procurei dar uma nova dimensão ao trabalho coletivo. Apesar das desvantagens da distância, o fato de trazer outra perspectiva para nosso cotidiano nos deu força e imaginação”, declarou Maria Grazia Chiuri.

Pietro Beccari, CEO da Dior, contou à Vogue que “as pessoas precisam fazer o melhor para suas próprias marcas, mas a Dior vive desde 1946 pela centelha de energia que é dada pelos desfiles de moda. Esse é o nosso DNA; esse é o nosso negócio “.”Acredito firmemente que iremos em frente com as pré-coleções. Além disso, coleções de cruzeiros são a nossa maneira de contar histórias”, acrescentou.

Para a localização do Resort 2021, a Dior escolheu a Piazza Del Duomo, em Lecce, cidade na Puglia. Por conta da pandemia, os expectadores eram online (eu incluída!).

Marilena Sparacsi foi responsável pela renda que embelezou um dos vestidos com flores e borboletas. O Tombolo, um estilo de renda predominante no sul da Itália, foi criado na Itália no século XV. Ele é feito à mão e é transmitido de geração em geração. A estampa é primeiramente desenhada em um pedaço de papel ou papelão antes de ser fixado em uma pequena almofada cilíndrica, para ser, então, reproduzido como um bordado. Os carretéis de madeira “fuselli” são usados para amarrar, torcer ou enlaçar os fios.

As peças tecidas da coleção foram criadas pela Fundação Le Constantine, inclusive a jaqueta Bar. Algumas peças traziam o lema da Le Constantine bordado na saia: “Amando e Cantando”, uma homenagem às canções tradicionais cantadas pelas tecelãs.

Havia vestidos de avental, saias com franjas, suéteres tricotados à mão, vestidos longos em algodão leve, camisas e shorts. O Icônico vestido Miss Dior, criado por Christian Dior em 1949, foi imaginado pelo artista Pietro Ruffo com uma constelação de feixes de trigo. Além disso, Pietro Ruffo criou, inspirado nas ilustrações do livro “De Florum Cultura” de 1638, desenhos florais adornados com ditados como “Les parfums sont les sentiment des fleurs” (Perfumes são os sentimentos das flores).

Para completar os looks, as modelos usaram lenços nos cabelos, botas sem salto ou alpargatas nos pés.

Espartilhos de couro natural feitos à mão foram usados em vestidos não estruturados e cintos mais largos marcaram a cintura em outras produções.

O pai de Maria Grazia Chiuri é da Apúlia, então além de ter um carinho pelo lugar, ela defendeu artesãos da região como parte de seu projeto feminista. “É importante que a população local entenda o valor de sua tradição. “Provavelmente a coisa mais importante que eu entendi durante esses quatro anos na Dior – em Paris, eles estão tão orgulhosos de sua tradição; a moda faz parte de sua herança cultural. Mas não temos a mesma atitude na Itália. Provavelmente é porque essas tradições são feitas por mulheres em casa, então existe a ideia de que é trabalho doméstico. Eles não acham que é trabalho criativo. Eles não dão o mesmo valor. Eles não comemoram. Com este programa, espero dar um ponto de vista diferente para as pessoas locais sobre isso. Não é apenas um diálogo com nosso público externo, mas é realmente um diálogo com o território “.

Maria Grazia Chiuri também homenageou a Luminarie, arquitetura iluminada, com estampas em lenços multicoloridos.

O desfile foi marcado pelo ritmo da dança catártica da Fundação La Notte della Taranta e com música de Paolo Buonvino.

Confira a seleção de looks:

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