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No dia 10 de janeiro de 2021 completamos 50 anos sem a estilista lendária Coco Chanel.

Símbolo de muito luxo e elegância, a vida de Gabrielle Bonheur Chasnel nem sempre foi assim.

Gabrielle Chanel nasceu em 19 de agosto de 1883 em Saumur, na França, em uma casa de repouso pobre. Ela recebeu esse nome em homenagem à freira que ajudou no seu parto. Tinha apenas 12 anos quando sua mãe, Jeanne Chanel, morreu de tuberculose.

O pai de Chanel, Albert, era um mascate e tinha tendência de fugir às responsabilidades. Assim, os meninos foram mandados para trabalhar e as três meninas ficaram na abadia de Aubazine. Inclusive, umas das primeiras coleções de Virginie Viard para a Chanel foi inspirada na fase de Gabrielle no orfanato.

Foi no convento que Chanel aprendeu a costurar, lavando e consertando roupas. Anos depois, a simplicidade e austeridade do orfanato teriam inspirado Gabrielle em suas criações com linhas simples e minimalistas.

Quando deixou Aubazine, já que, ao completar dezoito anos, não tinha vocação religiosa, Gabrielle Chanel foi para Moulins sur Allier, província rural que ficava trezentos quilômetros de Paris.

Após sair do convento, o primeiro trabalho de Chanel foi como vendedora de lingerie na boutique À Sainte Marie. Nos finais de semana, ela trabalhava para um alfaiate.

Ela deixou seu emprego como balconista e foi trabalhar no cabaré. Ela não era uma cantora muito talentosa. Foi lá que ganhou seu apelido Coco cantando “Qui qu’a vu Coco” e “Ko Ko Ri Ko”. Assim, ela conheceu Étienne de Balsan, filho de empresários têxteis, proprietário de cavalos de corrida (uma das paixões de Coco) e seu primeiro financiador.

Como Balsan não permitiu que Coco voltasse aos palcos, ela montou com a ajuda dele, em 1909, um ateliê de chapéus em Paris com o nome Chanel Modes O negócio tinha sido um sucesso e ela pediria um empréstimo a ele para expandir o negócio, o que lhe foi negado.

Arthur Edward Boy Capel, amante de Chanel (e única vez em que ela se apaixonou) e amigo de Étienne de Balsan, levou-a para Paris e ela logo aprendeu como os aristocratas se vestiam. Capel lhe deu uma boutique em Deauville em 1913. Sua ascensão foi rápida, com destaque para peças de silhuetas esportivas com linhas simples, em contraste com o espartilho e a armação gaiola usados na época. Com o início da Primeira Guerra Mundial, os uniformes das enfermeiras a inspiraram a criar vestido simples com tecidos de jérsei.

Ela era uma visionária, sempre de olho no futuro e queria que as mulheres se vestissem de forma tão moderna e confortável quanto os homens. Chanel, inclusive, inspirou-se em muitas peças do guarda-roupa de Boy.

Saias, o pulôver e o cardigã, feitos em tons neutros como cinza, bege e azul escuro, além da combinação de preto e branco, tornaram-se destaque da marca de Chanel. Uma outra peça super popular foi a marinière, inspirada nos marinheiros, é uma blusa branca com listras horizontais pretas. A blusa já era usada há muito tempo por homens, mas Chanel a trouxe para o guarda-roupa feminino.

Em 1916, Chanel abriu sua primeira boutique em Paris no famoso endereço 31 Rue Cambon.

Em 1921 Chanel criou sua fragrância exclusiva, o Chanel Nº5, que foi a primeira vez em que apareceu o famoso logotipo “Cs“. Há diversas teorias para o porquê desse logotipo. Uma teoria diz que é inspirada na insígnia real de Catarina de Médici, enquanto outra diz que a mesma insígnia é exibida no Château de Crémat em Nice. Há ainda a teoria de que os Cs significariam Chanel e Capel. Além disso, essa foi a primeira fragrância a levar o nome de um designer!

Após o grande sucesso com a fragrância, em 1924 foi criada a primeira linha de maquiagem da Chanel. Dentre os produtos estavam batons e pós faciais.

No mesmo ano, após várias viagens à Escócia com o Duque de Westminster, Gabrielle Chanel descobre o tweed, tecido tradicionalmente usado em peças masculinas.

Em 1926, ela cria o seu petite robe noire, sendo, aqui no Brasil, conhecido como pretinho básico. O modelo foi um sucesso tão grande que a Vogue americana publicou o esboço do vestido e rebatizou-o de Ford de Chanel. O vestido causou espanto na época, pois o preto era reservado para senhoras de luto e funerais, além do comprimento considerado “curto”.

Já sendo considerada como um sucesso absoluto, Chanel nomeia Duque Fulco di Vedura, que trabalhava para ela como designer têxtil, como designer-chefe das joias Chanel. Essa foi a busca de acessórios incríveis que combinariam com suas criações de linhas simples. Coco Chanel misturava bijuteria com joias.

Em 1932, Chanel começou sua experiência com joias finas, chamada Bijoux de Diamants. A coleção não foi bem recebida pelos tradicionais joalheiros, que a consideravam mera costureira.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Gabrielle Chanel se retirou do mundo da moda e retornou apenas em 1954. Agora com mais de 70 anos, Chanel criou seu terno de malha, que se tornou outro item clássico de sua marca. Inclusive, no dia do assassinato do presidente norte americano John. F. Kennedy, Jackie Kennedy usava um terno Chanel em malha rosa.

Em fevereiro de 1955 nasceu a Chanel 2.55, uma das bolsas mais copiadas do mundo! Antes dessa bolsa, todas eram estilo clutches, feitas para carregar na mão.

Chanel criou seu sapato bicolor no ano de 1957. Ele é bege com o bico preto, criando uma ilusão de ótica que diminui os pés e aumenta o tamanho das pernas.

Em 10 de janeiro de 1971, Chanel morreu, aos 87 anos, em sua suíte no Hotel Ritz, deixando um legado incrível para o mundo da moda.

 

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Bacharela em Direito e apaixonada por moda. Criadora do Passarelando. Escrevo sobre moda, história e arte, além de tendências, dicas, looks de Tapete Vermelho, inspirações para looks do dia e o melhor das Semanas de Moda Nacionais e Internacionais.