Spread the love

Um dos perfumes mais famosos e vendidos do mundo, o Chanel Nº5, completa 100 anos nesse ano de 2021.

Assim, resolvi contar aqui a história dessa fragrância luxuosa.

Desde o tempo em que passou Aubazine, Chanel vivia cercada de aromas.

Ao redor da abadia, o fundador plantou flores perfumadas, local onde as meninas caminhavam com as freiras. Além disso, tudo lá era muito limpo, os lençóis, os armários de roupa branca e os pisos lavados.

Chanel foi inspirada por duas pessoas para lançar o seu perfume: François Coty e Paul Poiret.

Empresário de fragrâncias François Coty era um dos homens mais ricos da França. Ficou ainda mais rico com o fim da Primeira Guerra Mundial, momento em que os perfumes franceses estavam super em alta, pois os soldados queriam levar para casa souvenires de Paris.

Paul Poiret lançou uma linha de fragrâncias chamada Parfums Rosine, o que o tornou o primeiro costureiro a associar estilo e aroma. O lançamento aconteceu em sua mansão, em Paris, com um baile à fantasia chamado de As mil e duas noites, inspirado nas odaliscas de Scheherazade. Ao final da festa, Poiret entregou a cada uma das mulheres um frasco de Nuit Persane, seu primeiro perfume.

Somente em 1918 é que Chanel iniciou o planejamento para criar seu perfume.

Planejamento para a criação do CHANEL Nº5

Em 1918, Chanel recebeu a visita de sua amiga Misia Sert, que teria ouvido falar sobre a descoberta de uma biblioteca num Château no vale do Loire. Nesse local, foi descoberto um manuscrito da Renascença e nele havia uma fórmula do “milagroso perfume” das rainhas Médici. O mais interessante é que a história da produção de perfumes na França começou na corte das rainhas Médici, quando Catarina de Médici foi mandada para se casar com o rei Henrique II.

O resultado disso foi que Chanel pagou seis mil francos pelo manuscrito com a tal fórmula milagrosa. Essa foi uma etapa importantíssima para a criação do Chanel Nº5.

Antes de criar o seu perfume, Gabrielle se aprofundou nos estudos da arte, da ciência e dos negócios da indústria das fragrâncias. Ela até viajou com seus amigos para o sul da França, especialmente Grasse, que era o centro da indústria.

“O perfume que muitas mulheres usam não é misterioso… Mulheres não são flores. Eu quero dar às mulheres um perfume artificial. Sim, estou dizendo artificial, como um vestido, algo que precisa ser feito. Não quero uma rosa ou lírio do vale, quero um perfume que seja uma composição”, declarou Chanel. Ela queria um perfume que fosse sexy e limpo, um aroma que confundiria os limites entre a fragrância usada por uma boa moça e a que uma sedutora usava.

Há uma história, que não é exata, sobre o frasco. Boy levava na sua maleta de viagem um jogo de frascos. Ocorre que o verdadeiro modelo foi uma das garrafas de uísque de Boy Capel.

Agora só faltava um perfumista.

O perfumista

Depois da morte de Boy, Dimitri Pavlovich, grão-duque da Rússia e primo de Nicolau II, último czar, foi o próximo amante de Chanel no início de 1920. Na corte Romanov, havia uma fragrância que o marcara: o Rallet Nº1.

O perfumista franco-russo Ernest Beaux criou o perfume Le Bouquet de Catherine, em 1913, em homenagem à Catarina, a Grande, com ingredientes novos. A fragrância não fez sucesso por homenagear uma imperatriz russa de origem alemã, então, como forma de marketing, a empresa mudou o nome de Le Bouquet de Catherine para Rallet Nº1.

Dimitri apresentou Chanel a seu perfumista.

Beaux passou meses trabalhando na fórmula para Chanel. Ele preparou dez amostras para ela escolher e os frascos estavam rotulados de um a cinco e de vinte a vinte e quatro. Ela escolheu o número cinco, a dose com excesso de aldeídos. “Número cinco. Sim, era o que eu estava esperando. Um perfume como nada igual. Um perfume de mulher, com o aroma de uma mulher” disse Chanel.

O Chanel Nº5 possuía um núcleo floral misturado com aromas luxuosos e tradicionais como rosa, jasmim, ilangue-ilangue e sândalo, além dos aldeídos.

Primeiras formas de marketing

Para testar o Chanel Nº5, Chanel celebrou sua invenção num restaurante exclusivo em Cannes. Na sua mesa, então, ela perfumou o ar.

Depois disso, ela resolveu distribuir amostras do perfume aos seus clientes mais fiéis como brinde de fim de ano. As clientes voltavam ao seu ateliê pedindo mais do aroma, mas Chanel respondia que nunca ocorrera a ela que pudesse vender a fragrância e que era apenas uma lembrancinha que havia descoberto numa perfumaria em Grasse. Ela escrevia à Ernest Beaux pedindo para ele aumentar o ritmo da produção.

É uma lenda que ele teria sido lançado no quinto dia do quinto mês de 1921, ou seja, há cem anos. O perfume aparecia nas prateleiras das boutiques Chanel em Paris, Biarritz, Cannes e Deauville e era vendido de imediato.

No final da década de 1920, o Chanel Nº5 já era a fragrância mais vendida no mundo.

 

Gostou do post? Compartilhe-o!

Siga-me no instagram: @passarelando

Acompanhe minha página no Facebook: Passarelando

Acompanhe-me no Youtube

Site | + posts

Bacharela em Direito e apaixonada por moda. Criadora do Passarelando. Escrevo sobre moda, história e arte, além de tendências, dicas, looks de Tapete Vermelho, inspirações para looks do dia e o melhor das Semanas de Moda Nacionais e Internacionais.